Clima e dólar impulsionam soja

Os preços da soja fecharam com sólidos ganhos nesta terça-feira (22/03) nos futuros de Chicago. A posição maio fechou acima dos U$ 9,10, no melhor momento dos últimos cinco meses. O mercado foi alcançado por informações sobre irregularidades climáticas em extensas regiões da Malásia, podendo prejudicar a produção de óleo de palma, concorrente do óleo de soja. A fraqueza do dólar também foi positiva para a formação do preço internacional ao tornar mais competitivo os produtos negociados nesta moeda no mercado internacional. É, portanto, favorável à demanda. Em contrapartida, o Real tem se fortalecido, o que acaba limitando a participação dos produtores brasileiros. O resultado é que, num cenário como este, a tendência se torna positiva para os preços na bolsa norte-americana e, eventualmente, também para os prêmios.

 

Fechamentos - Maio a U$ 9,1025, alta de 8,25 cents/bu e novembro, a U$ 9,2150, ganhos de 8 cents/bu. Considerando os meses mais à frente, entram em cena especulações sobre a extensão do plantio da safra norte- americana, bem como os possíveis desdobramentos do clima, num momento em que o El Niño entra em fase de enfraquecimento.

 

USDA - Na próxima semana, dia 31, o USDA irá divulgar a primeira intenção de plantio para a temporada 2016/17. Muitas consultorias estão reavaliando para baixo as projeções de área. Mas, mesmo assim, não está descartada a possibilidade de plantio de um novo recorde histórico de soja. Isto vai depender essencialmente das condições climáticas durante a fase de implantação das lavouras, que começa em meados de abril. Ainda que, por ora, modestamente positivos, os fundamentos estão proporcionando boas razões para os investidores voltarem a atuar com mais firmeza na ponta compradora - recompondo suas carteiras. Se a tendência climática for caminhando para a ocorrência de um novo La Niña aí, sim, estará se configurando um quadro atrativo para os investidores e, por consequência, para a formação do preço.

Mercado interno - As indicações de compra no mercado doméstico tiveram um dia de muitas oscilações. Ora apoiadas pelo câmbio e pelo preço internacional; ora, em gangorra, com o câmbio em queda. O dia, porém, termina com perdas no câmbio e certa pressão nas indicações de compra. Os preços pouco atrativos acabam limitando a participação do produtor. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 68,50 e R$ 70,00, dependendo do momento do dia, do local de embarque e do prazo de pagamento. No porto de Paranaguá indicações na faixa de R$ 75,50 por saca. (Granoeste)