História do Cooperativismo

O Paraná é um dos Estados com a maior diversidade étnica do Brasil. São alemães, poloneses, ucranianos, italianos, japoneses, povos que ajudaram a construir o Paraná de hoje. Um lugar que reúne natureza, história, progresso, mistério, humanismo, solo fértil, cultura, diversidade de usos e costumes, gente.

O Paraná apresenta um dos melhores índices de desenvolvimento humano entre os Estados Brasileiros. Situado no centro de influência econômica da América do Sul, com seu território próximo as principais capitais dos países membros do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul), onde vivem mais de 200 milhões de habitantes, o Paraná tem se mostrado um destino seguro para novos empreendimentos.

A infra-estrutura do Estado está organizada de forma a facilitar os investimentos no interior e na Capital, dispondo de portos especializados, estradas, ferrovias, aeroportos, energia, sistemas de comunicações e produção de matérias-primas, tornando o Paraná atraente para investimentos.

Um Estado rico em belezas naturais, as quais, credenciam o Paraná a buscar lá fora investimentos na área turística.

A Costa Oeste é uma orla de 1.400 quilômetros de penínsulas e reentrâncias, no lado brasileiro do reservatório da usina hidrelétrica de Itaipu, onde está um dos maiores pólos turísticos do Brasil: Foz do Iguaçu.

A Costa Norte é formada pelas margens paranaenses dos rios Itararé e Paranapanema e pelos reservatórios de hidrelétricas.

Nos Campos Gerais, região central do Estado, localizam-se o Parque de Vila Velha, um dos mais conhecidos cartões-postais do Paraná, e o Parque do Guartelá, onde está localizado o 6º maior canyon do mundo, com suas belíssimas atrações naturais.

Caminhos antigos recordam a história do Paraná, um destes é o "Caminho do Viamão", aberto em 1736 para a viagem dos tropeiros. O percurso era longo, iniciando-se em Viamão no Rio Grande do Sul, em direção a Sorocaba, em São Paulo. Outros caminhos como a estrada da Graciosa e a estrada de ferro entre Curitiba e Paranaguá se destacam na preservação do passado e suas histórias.

A Serra do Mar, caminho para o Litoral, praticamente intacta, oferecendo como atração o Parque do Marumbi e suas rodovias e antiga ferrovia. No litoral, além das praias, temos as reservas naturais da Ilha do Mel, Salto do Morato, a Ilha do Superagüi e as cidades de Morretes, Antonina, Guaraqueçaba e Paranaguá, que contam a história da formação do Paraná.

No Paraná, o turismo ecológico-econômico encontra na preservação ambiental um atraente campo para ser desenvolvido.

Um Estado privilegiado, não só em aspectos naturais como produtivos. Nossos campos férteis produzem um quarto da produção de alimentos (grãos) do país. Os agricultores, através de uma ação consciente e preservacionista em lavouras de soja, milho, trigo, café, algodão, feijão, arroz, entremeadas com criações de bovinos, suínos, aves, reservas florestais e rios que, garante produtos puros de origem.

O Paraná é exportador de matérias-primas como soja, farelo, óleo, café, milho, fios de algodão e de seda, carnes de aves, de bovinos e de suínos, onde os produtos industrializados já representam metade do valor exportado.

Uma terra que se firma como nova fronteira de oportunidades, onde muitas e promissoras safras serão colhidas na sucessão de novos e estratégicos projetos, todos destinados a promover o ser humano.

O COOPERATIVISMO NO PARANÁ

No Paraná, o cooperativismo deitou suas raízes nos pioneiros esforços cooperativistas nas comunidades de imigrantes europeus, que procuraram organizar suas estruturas de compra e venda em comum, além de suprir suas necessidades de educação e lazer, através de sociedades cooperativistas.

Um dos primeiros movimentos marcados pela cooperação surgiu no ano de 1829, com a chegada do primeiro grupo de 248 imigrantes alemães que fundaram a Colônia Rio Negro, hoje município.

Diversos movimentos embasados no espírito da cooperação surgiram até 1911, entre alguns dos mais de cem grupos de imigrantes aqui chegados. Todavia, o mais importante movimento pré-cooperativista ocorreu entre os franceses que, em 1847 fundaram a Colônia Thereza Cristina às margens do Rio Ivaí, hoje município de Cândido de Abreu. Os imigrantes liderados por Jean Maurice Faivre, desencadearam um movimento cooperativista sob inspiração do médico Benoit Joseph Mure, fundador da Vila da Glória em Santa Catarina.

Entre as experiências mais importantes realizadas no terreno cooperativo destaca-se a da "Colônia Cecília", em 1890, no município de Palmeira, no Paraná, idealizada pelo agrônomo Giovanni Rossi, líder do grupo de italianos chamados de "anarquistas". Seguiram-se vários outros movimentos de cooperação, como por exemplo: a fundação, em 1906, da Associação Beneficente 26 de Outubro, por ferroviários de Ponta Grossa, a qual se transformou em Cooperativa Mista 26 de Outubro, mais tarde; em 1909, indústrias madeireiras se reúnem e fundam a Cooperativa Florestal Paranaense; a fundação da Colônia Muricy com a constituição em 1912, da Sociedade Agrícola Polonesa, transformada em Cooperativa Mista Agropecuária São José Ltda, em 1945. Sob a liderança do ferroviário ucraniano Valentin Cuts, surgiram outros movimentos cooperativistas, como a Sociedade Cooperativa Svitlo (luz) em Carazinho, União da Vitória, em janeiro de 1920, e a Cooperativa Agrária de Consumo de Responsabilidade Ltda, "Liberdade", em Vera Guarani,município de Paulo Frontin, surgida no ano de 1930, que foi a primeira cooperativa registrada conforme o Decreto-Lei 581/38, tendo o registro sido feito no dia 19 de maio de 1942, recebendo o nº 1. É de se registrar também uma curiosa experiência realizada no lugar chamado SantAna, atual município de Cruz Machado, com a criação em 3 de maio de 1920, da Sociedade Cooperativa de Comércio "União Lavoura" pelo padre Teodoro Drapienski, com cunho político confessional.

Importante registrar a chegada em Carambeí, no ano de 1911, de 450 holandeses que fundaram o que hoje é uma das mais prósperas colônias de imigrantes. Eles constituíram, no ano de 1925, a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios Batavo, existente até hoje e considerada uma cooperativa exemplar.

Esses movimentos entre imigrantes deram significativo impulso ao cooperativismo estadual com as experiências bem sucedidas das cooperativas de colonização, como Witmarsum, de Palmeira; Agrária, de Entre Rios; Batavo e Castrolanda, de Castro, e Capal, de Arapoti, hoje verdadeiros exemplos de comunidades rurais perfeitamente urbanizadas, economicamente prósperas e socialmente integradas às condições de vida urbano-industrial no país.

O movimento cresceu, a partir da década de 20, entre madeireiros e ervateiros. Entre os anos 30 e 40, o Paraná contou com 40 cooperativas de mate, unidas em torno da Federação das Cooperativas de Mate Ltda - Agromate que marcou história até o declínio do setor ervateiro, quando então transformou-se em Rural Sul, para tentar sobreviver através da diversificação de atividades.

Um dos momentos marcantes do cooperativismo ocorreu na década de 60, quando o IBC incentivou a criação das cooperativas de cafeicultores, como forma de superação das dificuldades do setor. No ano de 1964 o Paraná tinha 33 cooperativas de café, algumas das quais desapareceram por causa do declínio da produção.

Mas, foi a partir de 1969 que o movimento cooperativista paranaense ganhou proporções, com o início das discussões para a implantação dos projetos de integração, desenvolvidos conjuntamente pela Acarpa, DAC e Incra, com o apoio do Banco do Brasil, BRDE, BNCC e CFP. O objetivo dos projetos foi rediscutir a forma de atuação das cooperativas, pois alguns municípios tinham mais de uma cooperativa operando em concorrência, o que as enfraquecia, enquanto outros municípios não tinham nenhuma. Os projetos foram desenvolvidos em três etapas, abrangendo regiões diferentes. O Projeto Iguaçu de Cooperativismo - PIC, criado em 1971, contemplou a reorganização do sistema no Oeste e Sudoeste. O Projeto Norte de Cooperativismo - Norcoop, implantado em 1974, para reorganização das cooperativas da região Norte do Estado, e o Projeto Sul de Cooperativismo - Sulcoop, iniciado em 1976, reorganizou as cooperativas da região Centro-Sul. A Ocepar nasceu no decorrer do primeiro projeto, no ano de 1971, o que veio a dar forte apoio à execução dos projetos.

Esses projetos, cobrindo todo o Estado, propiciaram um contato mais efetivo entre produtores e cooperativas, e destas entre si, via organização de comitês educativos e integração horizontal e vertical, despertando o cooperativismo para o espírito empresarial.

A integração possibilitou uma participação mais efetiva das cooperativas na atividade econômica, em função da agregação dos interesses dos produtores para a economia de mercado, o que levou as cooperativas à montagem da infra-estrutura básica para o atendimento das produções, de fundamental importância para o início da integração e como consequência, da agroindustrialização.

Isto significa dizer que, a partir da organização da produção agrícola, as cooperativas agropecuárias passaram a preocupar-se com a montagem do complexo agroindustrial, não se conformando com as condições de meras repassadoras de matéria-prima às indústrias.

O Centro de Pesquisas da Ocepar foi criado pelas cooperativas paranaenses em 1972, tendo a responsabilidade pelo desenvolvimento tecnológico agropecuário de interesse das cooperativas, encarregando-se da busca de novas tecnologias para o aumento de produtividade e propiciando segurança e rentabilidade aos agricultores. Mantendo estreito relacionamento com instituições nacionais e internacionais, o Centro de Pesquisa desenvolveu programas que culminaram com a recomendação de novos cultivares de trigo, soja, milho, triticale, além de pesquisas de algodão e inúmeras novas tecnologias. Por decisão das cooperativas paranaenses, o Centro de Pesquisa adquiriu personalidade jurídica própria em 19 de abril de 1995, sob a forma de Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico.

A partir de 1983 o cooperativismo paranaense realizou uma experiência altamente positiva, pioneira no Brasil, no que concerne ao desatrelamento da ingerência estatal nas cooperativas. Após ampla discussão entre governo, entidades de representação e cooperativas foi implantado o Projeto Piloto de Autofiscalização que permitiu alicerçar os primeiros passos rumo à autogestão das cooperativas no Paraná.

Com a promulgação da Constituição do Brasil em 1988, que em seu art. 5. inc. XVIII, veda a interferência estatal no funcionamento das cooperativas, as cooperativas paranaenses, após amplos debates e estudos, aprovaram, em setembro de 1991, em Assembléia Geral da Ocepar, o Programa de Autogestão, que iniciou suas atividades em março de 1991, com os objetivos específicos de orientação na constituição e registro de cooperativas; acompanhamento de desempenho; educação, capacitação e reciclagem; organização dos cooperados; comunicação e integração.

Com a finalidade de viabilizar condições de participação e integração de um maior número de lideranças cooperativistas nas discussões sobre temas do interesse comum do sistema, promover um relacionamento maior entre os diversos segmentos de cooperativas filiadas à Ocepar, implantar as bases para a autogestão do sistema cooperativista através da discussão e intercâmbio de experiências e procedimentos técnicos e administrativos adotados a nível regional e estadual, entre outras, a Ocepar criou, em 1991, os Núcleos Regionais Cooperativistas. Para tanto, o Estado foi dividido em 05 Núcleos, de acordo com a localização geográfica e área de ação de todas as cooperativas.

O grande mérito do cooperativismo advém do fato de ser um movimento comunitário de base, calcado nos dons inatos do homem, de solidariedade, fraternidade e respeito recíproco. O cooperativismo, por livre e espontânea vontade, organiza-se democraticamente em sociedades de pessoas, na busca da satisfação de necessidades comuns, através da prática da cooperação e da mutualidade, buscando o aprimoramento social, sem desajustes e conflitos de classes.

Nº de Cooperativas / Cooperados - Paraná

Ramos Nº de Cooperativas Nº de Cooperados
Agropecuário 81 132.744
Crédito 65 575.530
Infra-Estrutura 9 9.060
Saúde 34 10.214
Educacional 14 955
Transporte 24 2.364
Trabalho 8 1.198
Turismo e Lazer 3 387
Habitacional 1 77
Consumo 1 1612
Total 240 734.141

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Exportações do Paraná

A participação das exportações por fator agregado revela que os produtos básicos cresceram 36,1%, semimanufaturados 27,7% e manufaturados 16%, na comparação de 2011 com 2010. A participação do Brasil nas exportações mundiais aumentou de 1,36% para 1,44%, com um resultado de US$ 256,40 bilhões exportações brasileiras contra US$ 17,8 trilhões das exportações mundiais. Os principais destinos das exportações brasileiras são União Européia - 20,7 %; EUA - 10,1 %; Ásia e Oriente Médio - 34,8%; Aladi sem Mercosul - 11,5%; Mercosul - 10,9% e África - 4,8%.

Nas exportações totais brasileiras o complexo soja é responsável por 9,4% e o complexo carnes 6,0%. Nas exportações totais paranaenses o complexo soja foi responsável por 46,0% do total exportado pelo Paraná. No total, 74,0% das exportações do Paraná são do agronegócio. Em 2011, as exportações paranaenses representaram 6,8% das exportações brasileiras.

Post- Andressa Pinheiro

Fonte (http://www.coamo.com.br/?p=YWxyb3RsaXMvY2Vlem90aXJhdmFzbWVAemh6P2FkYXI9NjQ=)